terça-feira, 25 de maio de 2010

A História Por Trás da Música - Menino do Rio (Caetano Veloso)‏

No ano de 1980, Caetano Veloso rompeu a tradição de cantar a beleza feminina nas canções de louvor ao Rio de Janeiro, e utilizou a figura de um garoto da praia em "Menino do Rio". Ele era o amigo José Artur Machado, o surfista Petit, de 22 anos, criado na praia de Ipanema. Menino do Rio tornou-se sucessso ao ser escolhida para tema de abertura da novela "Água Viva", da Rede Globo.
Transcrevemos parte de uma tese de formatura: "Veja: Os anos oitenta em revista", escrita por Jânio Tomé Matias de Ávila, em 2005. "Aqueles que conheciam José Artur Machado, o verdadeiro nome de Petit, falavam dele com carinho; era descrito com um temperamento leve, alegre e brincalhão, embora tivesse a fama de tímido. O coração de eterno flerte é uma metáfora riquíssima; Petit flertou o tempo todo com a vida, praticante de artes marciais, modelo nas horas vagas entre uma onda e outra. Ele vestiu como poucos o slogan da geração saúde. Seu corpo aberto no espaço, sempre bronzeado pelo sol carioca, era um convite àquilo de que melhor os jovens tinham a oferecer, uma vida livre e descomplicada. Nesse utopismo ingênuo, talvez remanescente dos anos sessenta, inscreviam-se algumas fragilidades. Em 1987 uma tragédia colocou um ponto final à vida idealizada de Petit. Um acidente de moto o deixou com sequelas traumáticas. Com o lado esquerdo do corpo paralisado, o outrora vivo e alegre símbolo dos verões cariocas tornou-se um inválido recluso ao seu apartamento em Copacabana. O calor se apagou lentamente; confinado a dimensões concretas, longe do mar que tanto amava, com o corpo inutilizado para as coisas que mais lhe davam prazer, o menino do Rio não resistiu e caiu num solipsismo que para ele revelou-se fatal. O ex-símbolo do verão carioca se enforcou utilizando uma faixa de judô, um dos esportes que praticava antes do acidente. O peso da depressão, do isolamento de tudo e de todos foi uma carga demasiadamente pesada para que ele pudesse suportar. Segundo a reportagem de Veja, os médicos acreditavam na sua recuperação; diziam que a paralisia não era definitiva e até haviam estipulado um prazo de dois anos para a sua total reabilitação. Petit não aguentou a espera. Representando o imediatismo da década, ele viveu sua história particular, glórias e tragédias, dentro de uma sincronia semelhante a outros modelos que também encarnavam na pele um projeto de vida diferente. O menino do Rio morreu ainda jovem, tinha 32 anos."


8 comentários:

A vida não explica suas ações. Simplesmente as realiza e pronto!
Abraços.

É muito triste a história dele, mas o nosso Caetano deixou viva a sua marca do menino do Rio.
Acontece com muitos jovens este tipo de acidente, com moto principalmente.
Mas a lição ainda não foi assimilada.
Abraço

Que historia mais horrenda!
Pobre Petit, ele era muito lindo!!!
Beijos

Naquela epoca não tinha tanta cobrança pra uzar o capacete,e geral andava de moto de sunguinha de praia por toda zona sul ai quando tomava 1 tombo quase sempre era fatal,petit bateu a cabeça e deu nisso ai infelizmente....

deixou boas lenbranças .....

fOI MINHA PRIMEIRA PAIXAO.FOI NUMA CIDADIZINHA DOINTERIOR EM MINAS CAMPO BELO QUE O CONHECI.ATE HOJE TENHO ESSA PAIXAO GUARDADA NO PEITO .TE AMO PRA SEMPRE PETIT.

oremos por seu espírito...que esteja em paz ...

Ninguém recebe uma carga que não é capaz de suportar; seria injusto. Terá que resgatar o ato. Suicídio é dos mais hediondos crimes que alguém pode cometer, principalmente pelas razões que cometeu. Precisa de muita oração, principalmente daqueles que o eram próximos.

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