Uma das últimas aferições sobre a popularidade do governo de Dilma Roussef (dados do CNI relativos a pesquisa realizada entre 8 e 11 de março), mostraram que a aprovação do governo de Dilma por parte da população é de 63% (ótimo/bom). Os que consideram o governo "regular" foram 29%, enquanto que os que o classificaram como "ruim ou péssimo" ficou em 7%. A aprovação pessoal de Dilma é de 79%, valor este superior ao obtido por Lula. As classes C, D e E seriam os grandes eleitores de Dilma, assim como a população nordestina.
As duas faces da moeda são:
Cara - Os que veem o copo ainda meio cheio
A revista "Carta Capital", em artigo chamado "O Brasil que tem fé no futuro" (8 de maio de 2013), posiciona-se favorável ao governo. Destaca que o índice de desemprego (atualmente em 5,7% da população economicamente ativa, incluindo os empregos "informais", e que caiu pela metade em 10 anos) é um dos mais baixos da história do país, em contraste com a União Européia, que tem um desemprego de 10,9% (na média dos 27 países membros), e dos EUA, que está com um índice de desemprego de 7,8%. Entre 2003 e 2013, teriam sido criados 19 milhões de empregos formais (com carteira assinada), apesar do baixo crescimento do país nos anos recentes. O artigo destaca que apenas 5% da população economicamente ativa tem receio de perder o emprego, e que a renda média subiu 25% em 10 anos. A variação da inflação, embora ligeiramente ascendente, está a apenas 1,5% distante do centro da meta (seria pouco sentida pela população), cujo valor é 4,5%. Os ganhos reais de salário estariam ocorrendo acima dos índices de inflação.
Coroa - Os que veem o copo já pela metade
Duas revistas de maior circulação no país, Veja e Época, acham que a situação é preocupante. Insistem nas teclas de que o crescimento é baixo para a potencialidade do país; que a máquina administrativa é cara e ineficiente; que a carga tributária é alta e mal aplicada; que a corrupção nas esferas governamentais continua totalmente fora de controle: que os projetos fundamentais para aumentar a competitividade dos produtos brasileiros (e manterem a inflação sob controle), estão submetidos a um gerenciamento paupérrimo.
A Época fez um artigo chamado "Por que tudo atrasa no Brasil", onde citam vários projetos que custaram muito mais que o orçado e levaram muito mais tempo que o minimante desejado. Entre eles podem ser citados a tranposição do Rio São Francisco, que iniciado em 2007 e com conclusão prevista para 2012, só terminará em 2015. A ferrovia Transnordestina, com início de construção prevista para 2007 e término em 2010, também só terminará em 2015. E assim podem-se citar vários outros, como o Estádio Mané Garrincha de Brasilia, nitidamente super-dimensionado (os times locais não atraem público), cujo investimento orçado em R$ 700 milhões, já atingiu R$ 1, 5 bilhões, ou seja, o dobro.
Enfim, estas são as duas faces da moeda, e serão devidamente apresentadas aos eleitores para 2014. E você, já se decidiu?















